Recentemente fiz upgrade para o Ubuntu Jaunty Jackalope. O processo, como sempre, foi uma brisa. Depois de reiniciar, fui presenteado com um tempo de boot ligeiramente mais rápido, uma tela de logon mais moderninha e, a princípio, no more issues com minha placa de vídeo.
Saí testando meus aplicativos pré-instalados e vi que todos continuam funcionando normalmente, inclusive alguns não explicitamente suportados pela nova versão. A única surpresa desagradável foi justamente o programa que mais elogio desde que joguei o sistema operacional do Severino Portões na lata do lixo: o Amarok. A versão 2 do player de áudio mais perfeito da história, apesar de mais bonita, está lenta, com bugs vergonhosos e sérios problemas de interface. Você pode me lembrar de todas as features, mudanças conceituais e inovações que estão sendo agregadas nesta nova versão, mas IMHO não se deve liberar um pacote sem que ele tenha o mínimo de usabilidade para o usuário final. O codinome da versão 2.0.2, “Only Time Will Tell”, me parece uma piada muito da sem graça.
Então se você, assim como eu, atualizar pro Jaunty mas quiser usar o bom e velho amarokzinho 1.4 “estado-da-arte” enquanto o 2.x não toma forma, basta removê-lo e utilizar um ppa que tá rolando por aí.
Essa é apenas um dos motivos pelos quais eu fico feliz de ser “um velho turrão e conservador” em relação a Sistemas Operacionais. Com o velho Slackware eu nunca tive problemas similares. Tive outros problemas, que todo usuário de linux também tem, mas esses nunca.
Concordo plenamente com a história da usabilidade, mas o pessoal do Ubuntu tem mania de fazer essas coisas. Lembro que há algum tempo eles lançaram uma versão beta do X que deixou um monte de gente sem a tão amada interface gráfica e o que é pior, com a CLI cheia de problemas =D.
E com isso eu quero dizer que o problema mesmo não é com a galera do Amarok, mas com a do Ubuntu. Eles que inventam de usar tudo que há de mais novo, nessa carreira de quem quer deter sangria desatada.
Não só o Slack, mas outros pingüins velhinhos, como o próprio Debian, “pai” do Ubuntu, ficam MUITO atentos a essas novidades das equipes de desenvolvimento e só lançam uma versão para o usuário quando ela está MADURA.
Mas sacumé, né? Adolescências…