Pure Bug Beauty

May I be excused? My brain is full.

Arquivo para Janeiro, 2007

/set mode vacation: on

O ano já começou bacana. Se janeiro puder terminar melhor que o do ano passado então, eu vou ficar muito fã de 2007. E insisto ainda que só agora, após quase 7 anos de graduado, vai ser a primeira vez que tiro 30 dias de férias.

Regozijai-vos e exultai: \o/

Sem mais yada yada, não tem muita diferença na programação. O destino continua sendo o eixo PE-PB-RN e os desejos continuam os mesmos do ano passado.

Regozijai-vos e exultai só mais uma vez: \o/

E agora deixa eu ir. Fiquem direitinhos, meus queridões. Depois do carnaval, eu tô de volta.

ouvindo Jonathan Larson – La Vie Boheme

Aperta Ctrl+R que aparece um post

Mas é que eu saio de férias em duas semanas e preciso manter a média.

ouvindo Seekers Who Are Lovers – It’s a Hard Life

Não vos embriagueis com vinho

A versão que Rita Lee esqueceu de gravar:

You say yes, I say no
Tu diz sim e eu não
You say stop and I say go, go, go
Diz parou e eu digo vou, vou, vou
Oh, no
Não vou
You say goodbye and I say hello

Tu diz adeus e eu digo alô
Hello, hello
Alô, alô
I don’t know why you say goodbye
Não sei por que tu diz adeus
I say hello
Eu digo alô

A versão que Zé Ramalho ainda vai gravar:

I read the news today oh, boy
Li o jornal hoje, minino
Four thousand holes in blackburn, lancashire
Quatro mil loca em Ingá, Paraíba
And though the holes were rather small
E mermo as loca sendo miúda

They had to count them all
Tivero que contar
Now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall
Agora sabe quantas loca dá no Vale do Jatobá
I’d love to turn you on
É bom te endoidecer

ouvindo Beatles – Ob-La-Di Ob-La-Da

Genial

Tudo começa quando algum diretor de marketing tem uma brilhante idéia. Logo convoca o corpo de diretores e expõe a maravilha. Com pouco ou nenhum planejamento de impacto na comunicação com o cliente, decidem chamar o chefe da equipe técnica para saber “quando fica pronto”, fazendo aquela conhecida pressão para que a resposta seja “em, no máximo, uma semana”.

Não sei se foi isso que aconteceu com o Banco do Brasil, mas também não descarto. O fato é que nos primeiros dias do ano, o site ficou entupido de conexões, causando lentidão extrema e até indisponibilidade. O gênio da vez deve ter lido a TIME e chegou na empresa com a grande sacada: colocar o nome dos correntistas na logo do banco. Sem pensar nas consequências da mudança, o site foi alterado antes de pôr em prática a estratégia de comunicação.


O resultado foi uma enxurrada de envio de mensagens ao fale conosco e telefonemas para o help-desk sobre supostas invasões de hackers nas contas dos clientes, que já não reconheciam a interface do banco. O perfil médio do internauta brasileiro é aquele usuário de Windows (ou seja, vive rodeado de spyware e vírus) que recebe (e às vezes acredita nos) spams sobre “Limite do cheque especial” e “Serasa”, e vez por outra vê no Jornal Nacional que adolescentes lá no Pará conseguiram bolar um novo golpe para roubar dinheiro pela Internet. Era de se esperar, não? Enquanto isso, as olheiras dos profissionais da TI só aumentam.

ouvindo Okkervil River – Black Sheep Boy #4

Desfiz as malas

botei a roupa suja na máquina e fui eu mesmo preparar um chá para espantar a insônia. Achei um de Camomila com Mel que eu não sei quem comprou. Na lateral da caixa, acima da informação nutricional (no singular mesmo, que só o sódio é significativo), a citação de Henrik Ibsen, “A felicidade é uma estação intermediária entre a carência e o excesso”.

Universe got the mood.

ouvindo Vince Guaraldi Trio – Linus and Lucy

hello, goodbye

É o segundo dia do ano novo e estou sozinho no apartamento. Até o meio do mês, pelo menos, aqui não se exibe novela. Eu terei sossego para estudar na mesa da sala e liberdade para ouvir música quando quiser. Estou tendo também, vejam vocês, privacidade para escrever este post. Não que alguém fique bisolhando o meu particular, mas é que não consigo me concentrar para escrever com as pequenas perturbações cotidianas, típicas de um apartamento onde moram três pessoas um tanto distintas. Se não fosse tão impactante para o meu bolso, eu moraria sozinho sim. Minha experiência comprova que isso é bom em 359,6 dias do ano (anti-social não, o que eu não sou é user-friendly, vocês sabem). Aí ontem foi a noite mais triste do ano. Ainda não quer dizer muito, mas explica o 0,4 dia e combinemos que é um bocado triste voltar do aeroporto de táxi e subir as escadas até o terceiro andar, arrastando uma mala de 21kg. Em todos os sentidos, a mala da volta é sempre mais pesada. E porque eu moro em Brasília, onde não se merece estar (e quase ninguém, de fato, está) no Janeiro, the 1st.

Enfim. Olá, 2007. Venha bonito. Prometo ser um bom menino, portanto faça a fineza de ser um bom ano. Prometo comer menos fritura e beber mais água. Prometo cuidar melhor de mim e do mundo. Prometo desfazer minha mala ainda hoje. Prometo fazer e desfazer muita coisa e prometo não fazer mais nenhuma promessa, mas prometa você também que será menos intenso que o ano velho. Não gosto muito de intensidade. E 2006 foi o ano mais feliz e mais sofrido ever. Voltei a saber o que são férias. Virei refém de aeroporto e, por causa disso, minha conta corrente não saiu da lona, mas foi o ano do Amor (assim, com um grande A). Tomei uma multa gravíssima por excesso de velocidade e outra por queimar o sinal. Perdi dinheiro em avestruz. Me decepcionei. Me recuperei. Extraí um siso. Amigos mudaram de cidade. Troquei o modelo dos óculos. Deixei a barba crescer e depois tirei de novo. Fiz as melhores viagens. Vi poucos shows. Li bem poucos livros. Ganhei os melhores presentes. Bati no carro do casal mais infeliz de Brasília e assim perdi grande parte da minha paciência. Terminei minha pós, fiquei oficialmente calvo e só fiz um amigo novo. Falando em amigos, 2007, prometa trazer mais uns dois ou três daqueles que fiz em Natal. Amigos de ver dvd, sair e falar de bandinhas e outras bobagens em um fim de semana chato (se alguém quiser se candidatar, we’re hiring). Mas lembre, tá bom de intensidade, tá bom de 8 ou 80, chega de rock’n roll. Me faz um chá de flor de limoeiro e bota um disco de Thelonious, bem baixinho, para me acompanhar. Vá providenciando aí que em 31/12 a gente conversa mais.

update: este post foi criado na noite do dia 2. depois disso, converti meu blog para a versão nova do Blogger e agora ele ignora edição no timestamp do post. Pelo visto, they’re not so out of beta.

update 2: New Blogger tá acaralhando meu texto. Porra, Google, até tu?

update 3: Editando o post no computador de casa, usando Ubuntu+Firefox, consegui desacaralhar e acertar a data. A culpa só podia ser do XP+IE que uso no trabalho. Desculpe, Google, como eu pude… tsc.

ouvindo Bill Evans – Speak Low