Pure Bug Beauty

May I be excused? My brain is full.

Arquivo para Fevereiro, 2004

2+2=4

Sem dúvida que eu vou postar hoje, oras.
Outro 29 do dois só daqui a quatro anos, não é verdade?
E digo mais, quatro anos é uma unidade de tempo decisiva nos ciclos kármicos da minha vidinha de gafanhoto.
Coisas fatídicas tendem a acontecer com essa frequência. Eu provo: ói, 4 anos atrás, no ano 2k, por essas horas da noite, eu estava a poucos meses de saber que minha vida de morador na casa dos meus pais ia acabar… er… acabar não, fiquemos com o verbo interromper (não gosto de coisas que acabam, coisa minha), sim, interromper porque fui me embora de mala e cuia morar em Xmas city. Quatro anos antes disso, lá estava eu, com o miquengo raspado, lá em noventiseis, quando passei pras computações. Ô ano bom. Eu era a moral de casa.
Correndo mais 4 anos de rewind, noventidois, aconteceram aquelas coisas todas de primeiro beijo que a pessoa de 12 anos costuma querer pra sua vida, a da pessoa. Mais 4 de ré, oitentioito, foi mais uma mudança de cidade. Uma peregrinação lá de onde meus avós moram, onde nasci, a florestinha, pra Hope city.
O povo que tem pai militar deve se mudar mais, claro.
Voltando mais, em oitentiquatro, não tenho aqui os registros muito claros, mas parece que foi o ano em que aprendi a ler. Foi precoce, parece, para um infante de quatro anos, mas o mais fatídico foi que eu finalmente podia me deleitar com a obra literária de Maurício de Souza sozinho.
E em oitentinha, no 29 do dois, minha pessoa estava dentro de uma placenta, amícissima de uma tripinha que tinha pregada no meu bucho, beirando nove meses, mas ainda sem me entender por gente… e só fui nascer um mês depois, com quase os dez meses, cevado e lutrido.
Vale lembrar que em 1980 teve também as olímpiadas em Moscou. O ursinho chorou no encerramento e isso foi deveras fatídico, lembro como se fosse hoje.
(jogos olímpicos e copas do mundo devem vir como prevenção, pra se não der tempo acontecer nada de fatídico a pessoa ter com o que se entreter)
E pra concluir nossa jornada, cessa o efeito em séphia e aparece eu aqui, no ano corrente, sentado no banquinho defronte esse pc dos outros, no planalto central de nosso país, onde em 2k+4 passou a ser sita a minha residência e onde estou agora dando esse horror de satisfações pra poder postar num simples vinte e nove de fevereiro.

ouvindo Hope Eternal – 4 Years

mente vazia…

É somente o começo da tarde do oitavo dia, mas sentenças pululam na minha cabeça.
As variações não são sobre um mesmo tema e como são indisciplinadas, meu Deus.
A pessoa acorda às seisivinte, pratica o ritual diário de café-higiene-trabalho, chega na baiazinha azul e senta na cadeira giratória… provavelmente isso ficará chato, mas tudo ainda é muito novo aqui. E como não consigo deixar as horas passarem inertes, como fazem os que se arrastam pelo chão verde em busca do bebedouro ou de cigarros, fico ocupando a mente com pensamentos vãos:
* como seria tranquilo e rentável ser ajudante de compositor do Chiclete com Banana;
* como seria válido mobilizar adolescentes para protestarem contra o uso do adjetivo “irado” em mídias direcionadas aos mesmos;
* como seria legal dominar o mundo;
* como seria interessante saber o que tanto conversam os apresentadores de telejornal no momento em que sobem os créditos;
* como seria doloroso cortar meu dedo anelar esquerdo fora com uma foice;
* e, poxa, como seria supimpa se inventassem picolé de umbuzada (com caroço, claro).

ouvindo nada não

constatação

rompi a barreira do dia postando.
que momento mágico.

ouvindo BRMC – Red Eyes And Tears

em algum outro lugar, deve ser carnaval

noite calma, nuvens.
cachorro latindo lá longe.
chuva, raios, wilco com reservations.
net, comprimidos de benegrip e vita-C.
na distância, cada luz é uma estrela pequena (o filamento é tão frágil).

baby crossed an ocean just to see what she could see…

não, não.. nada em particular.
a velha roupa colorida.

ouvindo Neil Halstead – Two Stones In My Pocket (no repeat)

sobre o trabalho

Então… primeira semana de funcionário público (graças e louvores a meu bom Deus, não exigiram que eu trabalhasse engravatado). Tou trabalhando no departamento de sistemas, como eu queria que fosse. Meu chefe é um japa de nome esquisito e me alocaram para o projeto que gerencia os nossos velhos compadres, os telegramas. Cá pra nós, baixinho pra ninguém ouvir: eu tenho acesso ao conteúdo dos mesmos. :D Sim, eu sou um enxerido. Mas não, não me peçam que não posso revelar nada específico. Mas assim, são os sentimentos do povo, as felicitações das mais variadas, votos de boas festas, enfim, é a parte romântica do nosso ofício. Se bem que tinha um agradeçendo a ACM, não sei, não sei…

ouvindo Sondre Lerche – You Know So Well

duas pedras no meu bolso

Baby crossed an ocean
just to see what she could see,
half the world beneath her feet,
a rose between her teeth,
spent her lifetime loving,
spent her lifetime living fine,
but since you broke her heart,
yeah she needs a little time,
a little time,
a little time.

Before we were old memories
and I guessed that we’d be fine,
shooting stars still break her heart
and sunsets make her cry,
watch the birds fly over head,
you can catch them if you try
,
watch the planes fly over head,
you can catch them if you try,
if you try.

Two stones in my pocket girl,
I keep them for my dreams,
I give ‘em both to you now
cause you need them more than me,
your mother’s arms will keep ya safe
wherever you may be,
your mother’s arms will keep ya safe
however you may be,
you may be,
you may be.

=~~~

ouvindo Neil Halstead – Two Stones In My Pocket

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