Pure Bug Beauty
May I be excused? My brain is full.Arquivo para Dezembro, 2003
Que o Natal existe…
…tudo bem, mas lero-lero, quer enganar a quem com essa de “ninguém é triste”? As pessoas são tristes. Que este mondo bizarro é uma lágrima rasgada e doentia.
Alguma coisa me pede pra que eu escreva sobre como eu acho que pessoas são poesias.
Poemões daqueles de chorar, mas com as esperanças devidas nas entrelinhas dos versos finais, quando cabe. Porque nem sempre cabe esperar.
Que o Natal existe e o papai noel não, mas já nem seria a mesma coisa. Ou fui eu que já cresci e estou dando joguinhos de montar pro meu sobrinho. Não de Natal, e sim em comemoração ao dia 27 de dezembro que foi um dia lindo e azul e eu tive alegrias. E ele é o Natal, meu sobrinho. Ele que ainda não sabe bem onde se meteu quando meteu os pés a querer sair da.. hã.. barriga, né.. da minha irmã.
Ele que é sincero. Ele que ainda parece ser a imagem e semelhança.
Nós enfeitamos a mesa com as comidas lá e convidamos os parentes. E nós juntamos as roupas que não cabem mais em nós e doamos ao primeiro esfarrapado que passa. Nós estamos bem, obrigado. Nós não queremos ajuda. Não quando precisamos.. não achamos que precisamos. Nós queremos ajuda e exigimos justiça. Nós não acreditamos mais, nós queríamos urgência.
Faz muito tempo já que nós não sabemos o que queremos.
O espírito do Natal é um pedaço de rabanada ou o especial do Roberto Carlos.
Dinheiros. Dinheiros. Dinheiros. Dinheiros.
Viva sem ele. Morra afogado nele. Queime a língua.
Nós não queremos ajuda. Nós sabemos organizar as coisas. Sabemos dividir as coisas. Sabemos decidir. Sabemos falar e ouvir. Talvez saibamos amar, quem sabe. Nem tudo está perdido. Quase tudo. Nós sabemos enfeitar a árvore verde e jogar luzes coloridas ao redor. Sabemos sorrir para o fotografo. Até inventamos uma maneira de fazer isso quando não queremos. Nós somos uma compactadorazinha de lixo em 3 velocidades e somos sábios demais, se somos. Nós acreditamos sim. Nós cantamos. Nós louvamos. Nós agradecemos. Nós vamos deitar todo dia às 10 e acordamos às 7 na nossa brincadeirinha de viver em comunidade, como irmãos. E estamos longe de te ver, todos os dias damos um passo atrás. Não conseguimos. Mas não, não precisamos de ajuda.
E esse _nós_ nem mesmo fala por todos nós.
As pessoas são poesias que nascem lindas, mas se desintegram na cera derretida das velas de aniversário. E morrem como formulário contínuo no triturador de documentos. E não sou eu quem está triste, acreditem.
Parabéns atrasado.
Quer vinho? venha.
Querido diário, ontem, quando eu chego na AS Book Shop, tá Bárbara lá em cima, toda à vonts, lendo um daquele Leminsky que ela gosta. Aí chega uma mocinha e diz: – “Quer que eu traga pra cá mesmo?”, ela quis e a moça trouxe, uma Bohemia long neck. Confesso que nunca tinha bebido cerveja numa livraria, mas achei massa, ambiente legal, fiquei pensando se eles não teriam uns espetinhos de camarão, mas aí tivemos que sair e depois Brenda chegou.
Fomos na lojinha e pedimos o de sempre, de todos os anos.
E lá estávamos, nós sete.
Brenda e Cris e Poliana e Binha e eu e Ponta Negra e vinhos.
Tava docinho, desceu que desceu ligeiro (também, bár deu a garrafa inteira e mais dois dedos ao homezinho lá).
Aí a gente desceu pra areia, confesso que já estava um pouco alto. Mais uns 40 cm pelo menos. Brenda comprou batatinhas e Poliana ganhou outra naquela promoção da raspadinha (essa nasceu com o plano Elite de sorte). Bá comprou amendoins joão ponês. E Cris comprou chocolates. E eu fui comprar mais vinhos. Aquele calor, aquele sol, eu podia ficar desidratado, né? E não que eu estivesse bêbado, mas eu meio que trouxe vinho seco por engano.
E como quase ninguém quis beber, eu meio que tomei a garrafa sozinho. ic! :D Mas é bom beber e lembrar das cousas doudas que se faz depois.
listinha:
* verdade ou consequência, com perguntas do tipo “qual foi o seu máximo?” e “qual o seu fantoche?”. Essa última aí, by Binha, foi a melhor;
* as cantorias “solameeeente uma vez”;
* as músicas do chaves “se você é jovem ainda…”;
* eu imitei a voz paulista de cris, po, será que eu quero imitar cris agora? tou receoso.. hehe :*
* pode me soltar em parnamirim que eu não sei onde fica a casa de binha, tão troncho eu estava;
* imitando mano brown, e o ozzy, nas últimas;
* sim, parece que eu mordi o joelho de alguém, meio que com força (desculpae, hehe);
* e a gente fez o lance do cuspe na mão de novo, pra reiterar a promessa de amizade eterna;
* e dessa vez, quem cuspiu em excesso fui eu;
* pois é, só eu fiquei bêbado;
Mas as pessoas são legais, foram me deixar em casa e abriram as portas (essa parte é importante). Derrubei um troço barulhento no chão e acordei o pobre do meu irmão (e talvez o vizinho de trás, e o de baixo).
Deitei, o mundo girou, liguei pra brenda e ela me mandou comer sal. Eu não comi o sal. Levantei, lavei o rosto, escovei os dentes, passei fio dental, bochechei anti-séptico bucal, liguei pra minha mãe pra pedir a benção, rezei e fui dormir. E dormi. E acordei atrasado pro trabalho. E feliz pra caráleo.
:* pra vocês, minhas queridonas!
ouvindo nada não, ainda
ok
São 8:35, já tou no trabalho, tou com a língua roxa, um mal estar não tão desesperador e uma dor de cabeça pequena.
Mas eu me diverti afudê.
;)
ouvindo um zumbido, mas é desde ontem isso
meu irmão
Meu irmão na versão in love fica muito engraçado.
Acho que ele nunca usou tanto o telefone na vida quanto na última semana.
O bom é que ele deve ter vergonhas de mim, tantas, que fala bem baixinho no telefone, absurdamente.
E olhe que eu falo baixo, e o povo sempre reclama que não escuta, que o telefone lá de casa deixa o som baixo mesmo, e é verdade. Tá vendo, deve ser comigo, pra me atazanar, porque fica a casa em silêncio absoluto e eu não escuto o que ele diz.
Aí eu chego à noite, ele tá lá, de telefonista.
Vou jantar, e ele lá.
Entro pro banho, termino, e ele no aparelho.
Vamos ver tv, ele sai, vai no orelhão da esquina, volta, toca o telefone, é pra ele, mais uma meia hora de cochichos.
Como já disseram uma vez, deve ser mesmo muito bonitinho um homem apaixonado.
Deve ser mesmo… só que eu não consigo parar de pensar que isso vai dar em coisas tristes.
Mas só pra mim, eu penso, que num sou lesado de chegar pro pobre do menino e frustrar a vida dele não. E nem acho que, nesse momento, alguém que não a menina lá, consiga. Minha mãe é quem se preocupa, que ele tá muito arriado e ele-só-qué-só-pensimnamorá e não sei quê. E só o que eu digo é, hehe, ah, mãe, deixa o menino viver.
ouvindo The Stone Roses – Love Spreads
I CORINTIOS 13
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
A evidência interna e a externa mostam que o apóstolo Paulo foi o autor desta epístola. Não é possível fixar com certeza a data em que foi escrita, mas provavelmente o foi na primavera do ano 55, 56 ou 57.
ouvindo aqueles quatro de Liverpool – All You Need Is Love
de novo..
Alguém barre o site das Americanas e do Submarino, eu não posso ver cd barato que já me dá um formigamento.
Semana passada eu comprei cds no submarino, claro, nas minhas pechinchadas. Comprando 5, o frete saía grátis.
Então, eu comprei o Fold Your Hands, o We Love The City, o Reveal, Cure For Pain, e, er.. ahn.. mais dois cds do Gilberto Gil, um com Milton Nascimento e outro com musgas de SanJuão, que estavam em promoção, os dois por 9,90.
E isso tudo aí saiu por *pasmem* 50 reau e 70 centavos.
Aí agora há pouco, eu entro no site das lojas Americanas e tem lá, comprando 3 cds não pague frete. Eu tento me segurar, juro que tento, mas aí por 9,99 a pessoa acha um desse. Procura mais, acha um desse por 8,99 e outro desse por 8,90. É lona, 1×0 Americanas.
ps 1: o cd junino do ministro, admito, gostei demais.
ps2: agora aquela versão regueira de Something, ô George, George, ligue não.
ouvindo The Clash – Lost In The Supermarket