Pure Bug Beauty

May I be excused? My brain is full.

Arquivo para Janeiro, 2003

[Mudar o mundo]

Já que tá todo mundo falando nisso, deixe ver se contribuo com os meus dois centavos.

Querer a mudança já é um grande passo.

Sentado na frente da tv. Indignado com a cara de pau dos deputados que aumentam os próprios vencimentos e dizem que não há receita pra aumentar o salário mínimo. Indignado com a fila de indigentes esperando semanas por atendimento na porta do hospital. Indignado com o sem número de pessoas morando em barracos que, a cada ano, são levados pelos temporais.
E ninguém faz nada!!! Quem era pra fazer está cuidando do próprio bolso… da própria e insignificante existência.
Aí você fica puto. Esbraveja. Chuta a porta. Sai da sala. Toma um banho frio. Vai dormir. Se acalma. Sumiu.

Amanhã tem mais.

“Você aí sentado: levante! Há um líder dentro de você…”
- Ah, mas eu não sou nada… um a mais um a menos… não faz diferença, né?

FAZ DIFERENÇA.

“Algumas vezes sentimos que o que fazemos é só uma gota no oceano, mas esse oceano seria menor se lhe faltasse essa pequena gota”.

Outra frase de efeito:

“O que você faz bem pode fazer bem pra alguém”.

Convencido?

Ah, sim… maaas… eu, eu não tenho tempo. Eu trabalho os dois expedientes, faço um bico no sábado de manhã pra completar a renda, e às 4:00 tem o futebol ou o curso de espanhol. No domingo eu levo as crianças na casa dos avós… e a tarde eu gosto de ver o Gugu.
Então tá. Quando tiver tempo um dia, lembre de aproveitá-lo bem.

Tem um tempinho? :D
Tenho uma hora por semana. Na quarta à noite. Ou no sábado pela manhã. É pouco, né?
Não. É o seu máximo.

Vamos lá?
Vamos!

Então mãos à obra. Porque obra tem muita. Falta é mão.
Mas você tem duas, não? Então. Repartir o pão, repartir as mãos.. é quase uma rima mesmo.

Acho que é começar por coisas realmente pequenas.
Sua escola. Seu bairro. Sua cidade.

Sugiro se engajar numa instituição de apoio a causa voluntária ou num sindicato. Mas você pode pular essa parte se quiser. Afinal, ajudar não é só estar engajado numa ong. Você pode ajudar o filho da sua vizinha com a matemática e a geografia. Pode se pintar de palhaço e levar um sorriso às crianças com câncer num hospital lá em Extremoz. Dar uma mão na limpeza do mangue, da praia. Ninguém nem precisa saber disso. São várias as possibilidades…

O importante é não fazer obrigado ou sob pressão.

Outra coisa importante – e essa eu senti na pele – é não querer abraçar mais do que o braço aguenta. No começo é bom, é empolgante, mas depois o cinto aperta e tu não anda nem pra um lado nem pro outro.
Um trabalho voluntário mereçe o mesmo grau de comprometimento que qualquer outro. Modos que é bom ser realista na hora de decidir quanto tempo disponível se tem pra doar.

- Legal, moço. Mas eu queria ter uma lista de instituições aqui da minha cidade… p’reu visitar… saber mais sobre o trabalho realizado e tals.
Pois bem. Agora mesmo.
Segue aqui um FORM que eu ‘roubei’ do PortaldoVoluntario.com.br:

Bairro:
Cidade:
Estado:

AC
AL
AM

AP
BA
CE
DF
ES
GO

IN
MA
MG
MS
MT
PA

PB
PE
PI
PR
RJ
RN

RO
RR
RS
SC
SE
SP

TO

Manda bala aí.

Aqui em Natal eu recomendo a Natal Voluntários. Mó gente fina.
Pra ingressar lá, tu assiste duas pequenas reuniões, onde vão explanar bem direitinho (melhor que eu, lógico) o papel do voluntário e ainda te dão um leque de alternativas de instituições pra tu escolher a que mais te agrada. Pode até, como eu, ficar na própria Natal Voluntários (se bem que, ultimamente, só tenho participado dos mutirões).
Mas vai lá… diz que eu indiquei que eu ganho bônus de milhagem. *Brincadeirinha*

E é isso. E eu aposto nisso. E quem tiver uma idéia melhor pra curar esse mundo véio doente, que conte sua história.

Falei?

O show foi bom demais! E olhe que essas são palavras de alguém que não é muito chegado na banda.
Choveu menos, o som tava melhor, inclusive achei a banda mais alegre e tudo…
Queria ter ouvido Nunca Diga, mas parece que eles não tocam mais… (e querer ouvir a música dos Drifters já era pedir muito, né?)

Destaques para a perícia automobilística de Brenda (colocou o carro numa vaga dificílima), a saia escocesa fashion de Bárbara, o cabelo Takai de Cris, a groupie Amandinha de Jesus passando embaixo da lona pra tirar foto com a banda, e a minha habilidade para pular muros (maldito cadeado enferrujado).

Sim, Kezi (ou Ane?) quer que eu fale dela aqui.
Então tá: o traseiro dela, que estava comigo, já está com ela de novo. E ela me devolveu o meu também.
Do celular, povo malicioso. O de Kezi tem vários adesivinhos multicoloridos, estrelinhas, meninas super-poderosas e um Charlie Brown de camiseta rosa(!). Por causa disso fui alvo de piadinhas, gracejos, insultos à minha virilidade e outras infâmias.
Enfim, disponha, viu Kel? Mas é bom ter uma capa de celular masculina novamente. =)

No resto do fim de semana, dediquei-me aos estudos científico-acadêmicos da água do mar, dunas, areia de praia, piscina e esportes ao ar livre. Não tou fazendo inveja. Foi tudo para fins de pesquisa, como diria o Pete Townshend.
No domingo à tarde, pude contar com a ajuda da pesquisadora Binha Romérika para analisamos o teor de glicose nas águas de coco vendidas na orla de Búzios. Gostaríamos de ter contado com a presença da dra. Botarelli Fu, especialista em oceanografia e esportes com pranchas, mas não havia forma de comunicação com a mesma. >:0 Grunft!

[agora mais música]

Visitando o This Day In Music, você pode saber que música estava em primeiro lugar nas paradas no dia que você nasceu.
No dia 29 de março de 80 (e é bom não esqueçer essa data), o primeiro lugar nas paradas americanas era o Pink Floyd com Another Brick In The Wall (Part II). Um clássico!
E o top hit na terra da rainha era Goin’ Underground do The Jam, que eu não conheço mas já estou baixando no WinMX.

No Brasil eu acho que estava rolando algum sucesso maravilhoso da Blitz (uhhhg!) ou, com mais sorte, alguma pedra do Chico Buarque, quem sabe.

E quem sabe também o Los Hermanos resolva fazer um show em Natal esse ano… porque não tem condições. Se não vierem eu vou no Abril pro Rock e pronto (Fã? Não. Só um admirador do som, hehe).
E falando em abril, o cd novo dos caras sai no começo de abril.
Aposto minhas calças que vai ser uma pérola.

E agora um bônus: lembram da música do Pipodélica (de Florianópolis) que eu citei há dois posts atrás?
Peguem as MP3 de Não Sei O Quê! e também a de Um Número.

Letras e maiores informações no site da banda.

E tenho dito!

Memorial de los sentimientos niegros 2003

[to-do list V 1.0]

* Hoje: Show do Pato Fu, com Bárrr, Cris Botarelli Fu, Drica, Kezi (Kezi?), Brenda e chuva… (muita chuva, pelo que parece).

* Amanhã [na hora que eu acordar, caso venha a dormir]: Rota do sol, com destino à velha rua Brancas Dunas.

* Domingo: [THIS SOFTWARE IS AN UNREGISTERED EVALUATION COPY. YOU NEED TO PAY US SOME BUCKS TO MAKE TO-DO LISTS BIGGER THAN 2 DAYS.]

E segue o passeio…

“Foi, foi tudo assim…
Se eu peguei esse caminho
Por que só eu fiquei sozinho?
Não, eu não me lembro”
Não sei o quê! – Pipodélica

Essa música aí do Pipodélica quebrou o meu tédio esta tarde.
Deu vontade de escrever. E escrevi: um monte de erick’s num papel meio amassado.
As palavras fogem quando eu quero achá-las.
Elas são temperamentais. Só vêm quando querem.
Mas quem liga pra palavras? Palavras são um belo monte de nada.
Eu posso ficar aqui digitando a tarde inteira e ainda assim não vou conseguir traduzir a minha angústia.
Posso até pegar um dicionário pra pescar as palavrinhas mais rebuscadas, deixando o texto com aquele ar blasè (essa eu pesquei agora) e ainda assim vai ser só mais um monte de nada.

Porque… porque eu não sei. É isso. Simplista, mas expressivo. E é a minha conclusão final: eu não sei.
Não sei é de nada. Só sei que todo mundo espera muito de mim e eu estou aqui travado. A mim também interessaria saber de antemão o peso de cada pequenino passo na amplitude do tal castelo de cartas chamado futuro.

Sei lá. Eu estou aqui feito um bobo, imaginando o que teria acontecido se eu tivesse tomado rumos diferentes nas ramificações dessa highway insana. Se eu não tivesse perdido a paciência com as notas do violão… será que teria futuro na música? Eu teria sido um bom desenhista, como todos diziam que eu era? E se não fosse o prof. Adriano falar tão maravilhosamente das grandes mudanças que o mundo da informática estava por trazer ao mundo, teria eu seguido carreira na oftalmologia? (essa eu acho que não). E se eu tivesse aceitado aquele emprego no Banco do Brasil? O que teria acontecido?

Bah… bah mesmo. Quanta besteira.
Eu não me arrependo de nada. Quase nada. E sou feliz profissionalmente. É só mais uma roupa suja pendurada no meu varal torto (é, isso aqui é um também). Mas roupa suja tem solução: ou se manda pra lavanderia (porque eu não sei lavar. Você sabe?), ou se doa pra alguém, ou se joga fora de vez (se for o caso de não prestar nem pra pano de chão).
Ou seja, seja o que for, não é o fim do mundo.
Como diz a miss turista, as coisa caminha é pra ficar tudo bem.
Muito me admira é eu passar 30 minutos do meu tempo pensando sobre o futuro.
Eu nem mesmo consigo me imaginar com mais de 30 anos…
E isso não significa que eu não queira envelheçer. Quero sim, lógico. Com direito a cabelos bem branquinhos e cadeira de balanço na varanda.

Ooops… chega Erick. Chega. Conclua de vez.

Tá. Eis então que os montes de nada têm sua serventia também. Eu sei. Descobri naquele dia, no sofá de plástico.
Palavras exorcizam demônios. E digitar/escrever cansa o corpo e a mente. E uma mente cansada fica quieta.
Isso… quietinha. Assim.
Passou, viu?

Que tanta gente eh essa em Natal, hein? Parece que soltaram a gringaiada tudo de uma vez num pacotao por aqui… credo. (ahn, vou logo dizendo que naum reparem na acentuacao… esse teclado tah desconfigurado e eu tou com preguica de configurar)
Mas eh… o que serah que serah que andam suspirando pelas calcadas…

Hoje eu devia estar uma pilha de nervos… por tudo… mas nao estou mesmo… estou zen. Quase em alfa. Quase transcendendo em mente e espirito.
:)))))) Vamos a la plaia.. o-o-o-oOhhh!

Tou com saudade da brisa de Buzios e da minha duna. Claro, MINHA DUNA. Soh minha. Eu e minha duna.
Eu tinha um vaso de orquideas-violetas tambem, mas elas morreram. Agora eu tenho soh a minha duna.

Claro… porque sabe-se lah, neh?
Realmente. E tudo eh uma questao de manter a mente quieta.. e pah e pah.

Eu sonhei que sabia surfar… :))))) e eu sabia voar de asa delta e eu era uma lenda do rock tambem.

[Alguem aih tem uma maquina de ver o futuro? Assim, po... soh pra dar uma espiadinha soh... nao precisa ser uma maquina fodona pra ver daqui 10 anos naum... 3 meses jah ajuda]

SIM!!! Eu passei no exame de direção.
Fiz o teste ontem, e constatei que o maior inimigo de uma pobre criaturinha de Deus que se submete a esse famigerado teste é o tal do nervosismo. Não, porque quando eu fiz a primeira vez foi foda… estava tudo bem até o perito falar: “Vamos fazer rápido esse negócio porque tem muita gente, viu?”
Aí fudeu… nem preciso falar o que houve, né?
Pois agora eu fiz um “perfect”. Sabe no Street Fighter quando você ganha do oponente sem perder life? Pois foi.
Ahn.. e há duas coisas que eu recomendo pros natalenses que vão prestar o mesmo exame: faça o teste descalço e reze pra o perito não ser um tal de Domingos.
E a Fórmula 1 que me aguarde.

Bob falou: reggae não é pra todo mundo não.
Porque 90% do setlist do Natiruts foi ouvido pela primeira vez na vida por esse que vos tecla lá na ponta do morcego(!), praia dos aUtistas. Hehe. E eu pude aprimorar minha dança regueira secreta lá também… e é bom essas coisas porque além de ninguém rir de mim (toda a massa regueira se chapa de erva nos primeiros 5 minutos), ainda tem gente que elogia os meus dotes de dançador.
Agora eu achei um absurdo foi Bárbara ter cortado os pichetes dela sem pedir permissão aos sócios majoritários do dito-cujo (eu e cLis). Feio, feio, feio, dona Romeika. Nã, sem noção. Mas não se desespere cLis, inda dá empunhadura pra puxar.

Sono… [muito sono].
Estou no ar há 48 horas. É, neguinho. Sem dormir.
Chega meu pescoço tá dando uns tiques. E pra trabalhar hoje foi luta.
Fica aquele ardor nas vistas, as pernas mortas… castigo: um ancião de 22 anos não pode se exceder como uma criança de 15.
Assim não pode, assim não dá.
E o pior é que agora eu tou aqui cansadaço mas o sono passou.
Acho que não vou dormir hoje também. É.
Mas isso é normal. Me lembra quando eu passei um fim de semana inteiro sem dormir, da sexta até a segunda. Na ocasião, o tempo urgia em razão do meu relatório de estágio da faculdade. Eu parecia um zumbi. Até hoje as olheiras não sararam.
Ei!!! E sabe o que eu descobri??? Cara, ainda passa o desenho do Super Mouse na Globo. De 4:20 da manhã. Roots total.
E tem um canal amarelo que passa umas músicas legais.
Às vezes tem um filme bom, vai. Bonzinho até.
Uáááááá…. :I
Oh-oh. Me lembrei… lembrei do que aconteceu na segunda feira do fim-de-semana-de-72-horas: O sono chegou do nadddddde3122we2e

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