Pure Bug Beauty

May I be excused? My brain is full.

Arquivo para Dezembro, 2002

É como eu me sinto hoje… não sou diferente de ninguém.
Sou apenas um dos livros na estante.
E eu também não mereço, vocês sabem… mas é o que acontece com quem não consegue achar um lugar pra si nesse mundo.
Tudo o que importa começa a passar mais rápido e o que irrita fica se arrastando pelo caminho. Eu vejo o meu passado me rodear… e isso ainda me aflige, apesar de estar tudo bem resolvido na minha cabeça.

Não… não é sobre ela. É sobre o todo. E em todos os sentidos.
É sobre tudo o que me fez ficar sem sorrir, sem saber pra onde ir, sem forças pra gritar um ‘NÃO, eu não quero isso pra mim!’.
Algum stress profissional me deixou com os nervos a flor da pele desde a segunda metade do ano pra cá… e uma grande interrogação pairou sobre mim (ainda paira). E eu não sei se estou pronto pra um bocado de possibilidades _feito tiros de AR-15_ que não dependem só de mim (e ao mesmo tempo dependem) pra ser reais. Se algum de vocês presenciou um surto colérico ou sintoma de esquizofrenia vindo de minha parte, podem ter certeza… isso fez com que minha cabeça e uma panela de pressão ficassem bem semelhantes.

Tá, tudo bem, agora é sobre ela.
Agora tudo que restou foi uma doce lembrança… que deixa uma saudade boa.
É como uma foto de um momento marcante… fica a memória de uma-coisa-que-não-se-pode-medir de tão imensa, e (só então) se ganha o espaço no filme pra mais coisas tão imensas que não-se-pode-medir também… (eu e minha metáforas sem sentido).

E se esse ainda não foi o ano do amor, foi com certeza o da amizade.
Ano de fazer grandes amizades, de solidificar amizades antigas, até de achar amigos antigos que estavam distantes…
(eu ia citar nomes, mas não o farei, a maioria nem lê esse blog mesmo).
*Mas vocês que lêem sabem que do que eu estou falando, né mesmo?*
Vocês dessa cidade que eu agora chamo de minha…
Éééé!!! A amizade de vocês é muito importante pra mim.
[Com os rostos decorados e dando voltas compassadas em torno do meu juízo]

E meus amigos da terrinha… :]
É engraçado como eu não sou nada parecido com a maioria deles e ainda assim nós somos muito amigos. Hoje o que mais ouvi deles foi “não presta você ser muito bonzinho com mulher não” e “mulher só gosta de cabra ruim”.
Eu dou é risada. Porque, porra… quem pensa assim é lógico que só vai encontrar mulher desse tipo… é como uma bifurcação no caminho, quem escolhe o lado esquerdo só vai seguir com gente que também foi pelo lado esquerdo (ou, eventualmente, um desgarrado do direito que tá meio perdido).
Mas eu dou é risada… e a gente toma uns vinhos e lembra do tempo de 5ª, 6ª, 7ª série… das grandes aventuras que passamos juntos na infância… é bom saber que alguns serão padrinhos filosóficos dos meus filhos (se bem que não consigo me imaginar com filhos ainda, mas isso é uma outra estória).
E eu acho que apesar de ser o mais calado da turma, eu deixei lá minhas marcas com eles também…

O que eu sei é que esse ano marcou… 2002 não foi um ano qualquer, não foi apenas mais uma página virada… essa página me deu trabalho de virar. Ah, se deu…
Grandes vitórias e grandes derrotas… (mais derrotas, pra ser justo)
Esse foi o ano da chamada ‘alegria triste’ (ou tristeza alegre, como queira).
Por algumas coisas eu fiz mais do que podia, por outras eu fiz bem menos do que deveria… mas sem grilo. Não tenho mais aquela síndrome de perfeição.
Talvez seja isso que me faça sentir como se não soubesse mais o que realmente importa, mas é assim que faz sentido pra mim.
E tudo isso me fortaleceu também, claro.

2002 foi um ano de coisas grandes.

E a impressão mais concreta que eu tenho é a de que esse ano fechou, de certa forma, vários ciclos pendentes de outros anos.
Vários nós desatados foram finalmente atados. Alguns de maneira clara e eficiente, outros de forma porca, mas é como se passasse o garbage collector pela minha vida.

E a música do Counting Crows nunca se encaixou tão bem…
“A long december and there’s reason to believe… maybe this year will be better than the last…”

Não estou aqui novo em folha, saltitante de otimismo, porque, na verdade, nem tudo se resolveu… a panela de pressão só diminuiu em escala, mas eu sei que o ano que começa será, (em todos os sentidos, contanto que faça sentido), um recomeço…
… e eu sou bom nisso.

Um ótimo 2003 pra vocês, pessoas que eu adoro e que sempre levarei comigo pra onde quer que eu vá.

Eu acredito

Vou chocar meio mundo agora: Eu nunca acreditei em Papai Noel!
E sim, eu acordava no dia do Natal com presentes embaixo da cama… mas nada me convencia que aquilo não era coisa da minha mãe e do meu pai. Não entrava na minha cabeça a possibilidade de um velhinho de barbas brancas viajar o mundo todo entrando em chaminés (ou janelas) e deixando presentes em troca de copos de leite e biscoitos.
Quem danado ia dizer a ele que eu tinha dado um capote no meu primo de 5 anos e menti pra minha tia que o moleque tinha caído do sofá?
Quem ia avisar que eu faltei aula pra bater bafo com as figurinhas do Ploc Monsters? Nem minha mãe soube disso… minha mãe que sempre sabia de tudo.
Se bem que tem um fato importante nessa estória: o primeiro presente de Natal que eu me recordo de ter recebido estava guardado em cima do guarda-roupa da minha mãe desde uma duas semanas antes desse Natal. Eu, lógico, olhei o que era e fiquei na minha. Na manhã do dia 25 eu recebo o dito cujo.
Sem noção né? Papai Noel passa antes na minha casa? sem chance… =:Þ
Não, Papai Noel definitivamente só parecia real nos desenhos animados dos especiais de Natal (até hoje eu lembro do Natal do Snoopy).
Mas uma coisa sempre me alegrou no Natal. Nunca soube explicar direito. Nada de luzes coloridas, sinos, rabanadas, o tal do peru, nada… na verdade eu sempre fiquei meio por fora nessas festas… mas sei lá… minha mãe contava a história do menino Jesus e eu ajudava a montar o presépio (até fiz um de papel uma vez).
E havia aquela coisa de esperar o Natal desde o mês de outubro…
Hoje em dia, há menos de uma semana do Natal foi que eu vim me dar conta de que o ano já foi… tudo muda depois de soprar as velas de 15 anos mesmo… a gente se toca de como o mundo é cruel, tem gente que passa a crer noutras coisas… sei lá, hoje em dia natal é o filme novo do Harry Potter, o novo comercial da coca-cola… ninguém nem lembra do aniversariante do dia.
Há um ano atrás, alguém lá em Juiz de Fora escreveu um texto natalino que me marcou… terminava com as frases que sempre estiveram na minha cabeça, mas nunca conseguiram sair.
Então aí vai, nas palavras de Sara Moa (yes, you’ve got a fan), o que é o Natal pra mim:

“(…) Eu prefiro continuar com o que me ensinaram a acreditar bem antes de Papai Noel. A Zaratustra que me perdoe, mas vou permanecer no meu ponto de vista canceroso (bem diferente da maioria intelectual). Gosto de saber que existe alguém, bem maior que eu ou qualquer ser humano, que um dia resolveu mandar seu filho nascer numa estrebaria só pra ensinar duas coisas que hoje estão bem fora de moda: Amor e Humildade.”

Feliz Natal a todos.

A real é que eu tô engasgando quando tento me expressar…
…pra falar de coisas mais sérias do que cartoons e britpop…
…e tem aquele amargo na garganta…
( )

Pessoas chegaram aqui pelo Google procurando por:

* Chocolate Bis (deve ter sido algum chocólatra)
* telefonar sem pagar (ô povo larápio)
* black mama.com (que diabos será isso?)
* músicas francesas mp3 (se gostarem do Pascale Borel…)
* what would you do if I sang out of tune (um fã do Wonder Years)
* desenhos de casquinhas de sorvete (terá sido a Anani?)
* clarisse lispector um sopro de vida (achou alguém falando mal do livro.. hehe)
* o bem vence o mal e espanta o temporal (he-man comanda)
* madame min walt disney (eu falo tanto de desenho animado assim?)

Sunday, Laughing Sunday – versão detalhada.
(alguns momentos de domingo à noite)

A indecisão I
Alguém: – Vamos pra onde?
Todos os demais, um de cada vez: – er.. assim, que tal… não, enfim, e realmente… *e isso sucessivas vezes até que:
Alguém: – Então vamo pra Pont…
Todos os demais: Éééé! Isso, isso… Ponta Negra é legal!

A indecisão II
Alguém: – Vamos beber o que?
Todos os demais, um de cada vez: – Sei lá, sucão.. não.. chá mate, não.. sei lá.. vamos entrar na Internet e ver nossos blogs, não.. sei lá… e realmente… *e isso sucessivas vezes até que:
Alguém: – Que tal um vinh…
Todos os demais: Éééé! Isso, isso… Vinho é legal!

Os minutos iniciais
cLis e Bá descem 3 copos como quem toma água.
Eu tomo meio copo.
Discute-se sobre qual o barulhinho mais legal: mastigar gelo ou o barulho do gelo mexendo no copo.
Brenda medita.

10 minutos depois

A língua de cLis já está trôpa e pesando uns 10Kg.
Bá está CaetanoVelosamente achando tudo lindo e maravilhoso e engraçado.
Eu tava preocupado mesmo, ora merda… :)
E todos nós falamos como cebolinha até enjoar.
Brenda medita até chegar em alfa.

20 minutos e mais uns galiottos
3 loucos rindo até dar uma dor, correndo e se derrubando pela areia, cantando músicas de desenhos animados dos anos 80 e selando a amizade com cuspe na mão (quem teve essa idéia nojenta???).
Brenda transcende em mente e espírito.

Uma hora depois
cLis com uma cara de sono tremenda, cantando em espanhol.
Binha está se equilibrando numa barraca, em tempo de morrer de uma queda.
Eu estou cantando a música do hippie e do poder das flores e caíndo de costas no chão pra provar que não estou drunk. Doeu, velho…. aii
A aura de Brenda fica dourada e ela começa a levitar.

Final da farra
Todos subindo a escadaria abraçados cantando Asereje (à capela), em uma única união. E foi verdade… Bá ainda queria cantar em voz e violão.

Cara, foi um fim de noite feliz… :)))
Vocês são as amiguêenhas mais legais e tal.. e realmente. E Brenda, tudo bem, da próxima ela se enturma mais, e não paga um centavo também, essa trapaceira.

p.s.: Ahnn.. ia esquecendo do meu clichê: a trilha sonora!!!
R.E.M. – All the right friends
Red Hot Chili Peppers – Me & My Friends
Beatles – With a little help from my frieds

Ihh-ruuu… get along gang, get alooooong gang.. :DD

Entradas antigas »