Pure Bug Beauty
May I be excused? My brain is full.Para sempre e mais um dia
Não sei falar direito sobre o quanto esperei pelo dia de hoje. Quanto tempo de novembro de 2005 pra cá? Dois mil e trezentos quilômetros é coisa demais, minha gente. O que fizemos não foi recomendável para pessoas cardíacas ou com qualquer síndrome nervosa. Sabíamos que não ia ser fácil no início, mas a verdade é que não tínhamos a menor idéia do quão doloroso seria. Se a felicidade ao nos encontrarmos pelo menos uma vez por mês (é o mínimo recomendado pela OMS) era gigântica, maior ainda era dor e o aperto na garganta a cada despedida. Houve meses em que o tempo se arrastou de tal forma que se algum cientista viesse com uma teoria de que, na surdina, passaram-se vinte anos ao invés de quatro, eu acreditaria piamente.
Mas eis que chega o tão esperado dia em que eu viajo e não volto mais sozinho. A mala está ali na cama, 90% pronta. Ao lado, um checklist com pelo menos 53 itens, 50 já ticados. Na caixinha de som, embalando as horas dessa tarde, John & Paul cantam as músicas que há mais de um ano escolhemos para a cerimônia — e é uma coincidência engraçada estar acontecendo uma micro beatlemania mundial justamente esse mês.
Todos me perguntam como estão os preparativos, se estou nervoso e dão algum conselho matrimonial (inclusive notei que um homem torna-se um pouquinho mais respeitado entre seus pares quando revela que irá casar-se em alguns dias). Quanto a mim, estou tranquilo e sereno (na hora são outros quinhentos) e que venha logo a vida de casado, pois estou mais do que pronto. Por maior que seja a aptidão à individualidade que eu tenha adquirido nesses quase dez anos em que saí da casa da minha mãe, é impossível disfarçar a alegria extra de saber que voltarei a viver em família. Sábado eu casarei com a minha melhor amiga, a quem prometerei todo o meu amor, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para sempre e mais um dia.
monopoly city streets
todo mundo aqui sabe que eu gosto de banco imobiliário. na verdade, de monopoly. achava ridículo a estrela ter trocado as clássicas pecinhas diferentes de metal por pinos iguais de plástico e só tolerava banco imobiliário porque tinha ruas brasileiras (é, eu curtia monopoly mas também era meio ufanista, go figure). num dia inspirado da infância lá na parahyba, fiz um monopoly caseiro com as ruas (e monumentos :P) da cidade. bem precário, mas que garantiu umas boas semanas de diversão. e teve aquele projeto abortado da pós-graduação, né? que se eu não fosse prefeccionista, poderia até ter concluído.
ok, não sei porque eu falei de um projeto inacabado de pós-graduação no mesmo post em que falarei do projeto épico da hasbro em parceria com o google maps, o monopoly city streets, cujo tabuleiro será, simplesmente, todo o globo terrestre! vai ser possível comprar um terreno nos emirados árabes e explorar petróleo, assim como um lote naquela ruazinha onde você passou sua infância e, sei lá, construir um castelo (ou qualquer coisa que você puder criar com o google sketch up). existem algumas regras para viabilizar uma partida em escala mundial, o the guardian adianta alguns detalhes, mas o que eu queria saber mesmo e não consegui descobrir é se será pago ou não. aposto que será free mas com possibilidade de comprar monopoly dollars, dentre outros mimos, com grana de verdade (WoW anyone?). enfim, essa dúvida só vai perdurar até amanhã, data oficial do lançamento do jogo. uma péssima data, diga-se de passagem, pois duvido que alguém amanhã tenha olhares para outro jogo que não esse.
duas coisas:
- shoot me, dei o braço a torcer ao twitter.
e pasmem, já achei uma utilidade para ele: xingar a tv e ser ouvido;
- faz tempo, mas eu ainda não falei aqui: tô colaborando com o moka lá no vagalume rosa (o nome é coisa da turminha dele, não tenho nada a ver com isso).
coisas bonitas:
- neil young + macca (27/06/09, what a day in the life);
- meu xbmc (mais novo orgulho nerd);
- anoitecer em bsb (já quase consigo chamá-la de minha);
- essa canção (que é tão triste quanto bonita)
- esse sorriso (2 months to go ~).
em prol de um pouco de ânimo pra enfrentar a semana de trabalho que me espera.
quando a noite encontra o dia
Sou uma pessoa da noite. Por mais que eu esteja acordando cedo ultimamente, não o faço com o mesmo prazer que tenho ao varar uma madrugada acordado. Não que eu esteja fazendo isso ultimamente também — a correria dos dias não me deixa mais dormir após a uma da manhã — mas mesmo durante as férias, me divirto mais na companhia de amigos à noite (quanto mais tarde for dormir, melhor :P) do que numa praia pela manhã (e olha que eu acordo cedo com muita disposição quando estou na praia). Enfim, os resquícios de boemia da pessoa. E se tem uma coisa que me apraz na noite, além da quietude, é admirar o momento em que ela dá lugar ao dia. O momento exato da transição é ainda mais legal de se ver, ainda que algumas pessoas digam que não existe isso e que eu sou um siderado. Mas tanto existe este momento que um cidadão chamado Martin Zalba, excelente fotógrafo que é, teve a felicidade de captar alguns deles.
Esta foto é perfeita.
Boa noite.
;)
a melhor camiseta de zumbis
Feita para promover o lançamento de Resident Evil: The Darkside Chronicles na Comic Con de San Diego.

Genial.
